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Carrego comigo o fardo do terrível. Daquela coisa incompleta, daquele sentimento inconcebível à muitos, carga de dores e temeridade, como um cão que foi acuado e está prestes a ser espancado, humilhado e abandonado. Carrego as dores do mundo, o espaço infinito de sensações grotescas e sentimentos imperfeitos. Como aquela coisa que se vê em um déjà vu apenas. Sobra-me a sombra de uma coisa da qual não sei explicar, essa sombra da qual me diz e que não consigo decifrar, por não conseguir obter o máximo do espaço e do tempo limitado ao meu ser. Carrego apenas a triste constatação de que haveria sim alguma coisa, coisa que estarei sempre fadado a não conhecer, nem tão pouco experienciar, tal qual um peixe dentro d’água, que um dia pensou que estava vivendo como seres rastejantes.
AUTOR:JB

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